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  • Guto Martinez

O frio chegou! Que tal um vinho?

A mais fria das estações parece pedir uma taça de vinho, ideal para acompanhar os melhores pratos - e as melhores companhias!


A chegada do inverno derrubou as temperaturas no sul e no sudeste este ano, e dispara a vontade de querer se esquentar da melhor maneira possível. E que maneira melhor de se esquentar que abrindo uma bela garrafa de vinho tinto, seja sozinho, seja bem acompanhado?


A busca por um vinho ideal para a estação não deixa de passar pelo gosto de cada um: há quem prefira vinhos suaves, que é a denominação correta para os vinhos adocicados, ou com teor de açúcar superior a 20g/litro. Mas atenção, pois este tipo de vinho não é feito com a uva vinífera, e sim com variedades americanas, e o açúcar é adicionado, e não oriundo da própria fruta. Assim, é preferível buscar por um vinho de sobremesa, por um fortificado ou por um vinho de colheita tardia, estes sim naturalmente adocicados.


O vinho seco, portanto, é aquele cujos açúcares não passam de 3,5g/litro, e são apenas um resíduo natural do processo de vinificação, no qual é formado naturalmente o álcool presente na bebida. Para muitos, o sabor pode parecer incômodo a princípio, mas um bom vinho não deve ser apenas bebido: ele deve ser apreciado por todos os nossos sentidos, desde a sua cor e limpidez, aos aromas, sensação em boca, e por fim, os sabores. Com este processo, fica muito mais fácil se apaixonar pelas suas características!


Outra questão que não deve impedir a apreciação do vinho é que não é preciso ser "iniciado", ou entender de vinho, pois este processo é pessoal e depende das nossas experiências pessoais. Claro que a experiência nos traz mais conhecimento, e o desenvolvimento dos sentidos no momento da apreciação, assim como o envelhecimento de alguns vinhos, nos torna mais apurados e propícios, mas sempre temos os nossos gostos pessoais que vão acabar nos levando a fazer as nossas próprias escolhas - e, por isso, é bom saber o que estamos escolhendo.


Então, o que fazemos quando estamos diante de centenas de rótulos nas adegas e supermercados? A primeira dica, claro, é sempre procurar ajuda de um especialista ou para o sommelier da casa, e explicar para ele o que queremos. Caso não haja quem ajude no momento, o melhor é seguir os seguintes passos: primeiro, buscar vinhos com garantia de origem (seja ela AOC, da França, ou DO, DOC, DOCG), o que garante que o vinho segue padrões rígidos na sua produção; segundo, buscar vinhos feitos de uvas nativas (ou atóctones), no caso do Velho Mundo, ou de uvas que reconhecidamente deram certo nos países do Novo Mundo, como a Malbec na Argentina, a Carmenère no Chile, a Tannat no sul do Brasil e a Syrah na Austrália; terceiro, diversifique as suas escolhas, saia do óbvio e se arrisque. Afinal, as melhores experiências do mundo do vinho vêm dos produtores inovadores e rebeldes!


Uma última dica na escolha de um bom vinho para o inverno: abandone seus preconceitos. O Brasil hoje possui produtores extremamente dedicados a fornecer vinhos de qualidade, e o resultado das inúmeras premiações ao vinho brasileiro em concursos no exterior demonstra que estamos colhendo os frutos desse trabalho. Vamos, portanto, celebrar com a abertura de muitas garrafas, e comprovar que, de fato, o melhor é descomplicar e aproveitar uma boa garrafa.


Saúde!

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