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Viña Santa Rita: presente em todas as mesas

Enólogo Sebastian Labbé explicou em São Paulo estratégia de ocupar todos os nichos de mercado


Guto Martinez e Andrés Lavados provando vinhos da Viña Santa Rita
Guto Martinez e Andrés Lavados, CEO da Viña Santa Rita


Levar vinho de qualidade a todas as mesas: este é o objetivo da Viña Santa Rita, gigante produtora de rótulos como o 120, o 3 Medallas e tantos outros que são cada vez mais facilmente encontrados nos mercados de todo o país.

A Viña Santa Rita, fundada em 1880, já foi escolhida por 10 vezes consecutivas como a Vinícola do Ano pela Wine&Spirits, e é hoje uma das três maiores produtoras e exportadoras de vinho chileno no mundo com 120 milhões de garrafas por ano e com crescimento em vendas superior a 10% ao ano só no Brasil. Agora, a estratégia é apostar em inovação e nas linhas Premium, para aumentar o valor médio dos produtos vendidos, acompanhando uma mudança no perfil dos próprios consumidores.

Em entrevista realizada em São Paulo, o CEO da Viña Santa Rita, Andrés Lavados, comentou dos planos de expansão da vinícola, que se associa à gigante FEMSA na distribuição principalmente no RS e SP, com foco em chegar aos consumidores que hoje não têm acesso aos vinhos. O apetite da gigante chilena em ficar cada vez mais disponível pelo Brasil se justifica: dados da Wine Intelligence apontam um crescimento de 23% no consumo de vinho regular (ao menos uma vez por mês) em nosso país, que ultrapassou a China como o maior mercado do vinho chileno, embora haja uma ligeira retração pós-pandemia.

Além de melhorar o acesso do mercado aos rótulos produzidos por ela, o enólogo Sebastian Labbé comentou sobre as diversas novidades devem ampliar o portfólio no Brasil: entre as novidades está o 120 DeLight, um vinho feito à base de Moscatel que tem baixo teor alcoólico e baixa quantidade de calorias, além dos Cabernario N°3 e N°5, tintos mais expressivos para quem busca maior robustez.

Nós rótulos do topo, além das linhas Floresta e outros Premium, a vinícola aposta em seu Casa Real, um Cabernet Sauvignon feito no excepcional terroir do Alto Jahuel e que é hoje considerado o melhor vinho chileno por diversas publicações especializadas, alcançando 94 pontos para a Decanter Magazine e para James Suckling, além de 98 pontos conferidos pelo Guia Descorchados.

Com tantas novidades alcançando praticamente todos os patamares de consumidores de vinhos finos no Brasil, a Santa Rita tem tudo para realmente entrar na casa de todos os consumidores brasileiros e deixar a todos satisfeitos.

Notas de Degustação


120 DeLight Reserva Especial Moscato Rosé

A novidade da Santa Rita se adequa perfeitamente a climas mais quentes, já que é uma opção mais leve, com baixo teor alcoólico e uma pegada mais adocicada, ótimo para beber de aperitivo - e bem gelado! Os aromas passam por lichias, rosas brancas e cítricos, e na boca ele é leve, mas ainda refrescante.


Carmen Carménère Reserva Frida Kahlo

Buscando um Carménère maduro, pleno em frutas e sem as pirazinas excessivas que desagradam a tantos quando provam um varietal desses? Pois aqui você encontra exatamente isso, num vinho vibrante, intenso, cheio de tipicidade e muita potência! As frutas negras e vermelhas maduras encontram as especiarias da barrica de forma complementar no nariz, e na boca os taninos são bastante agradáveis, com acidez marcante, persistência média a prolongada e um final com muita fruta. Um vinho que faz jus à personalidade que vem no rótulo - e ainda ajuda na Fundação que leva o nome da pintora.


Floresta Chardonnay 2021

Intenso! Nariz com frutas amarelas (pêssego) e floral delicado, temperados com suave especiado (baunilha), mais perceptível com o vinho ligeiramente menos gelado. A boca tem potência incomum para a variedade, muito marcante com acidez elevada, mas equilibrada com a acidez, persistente e com final agradável de frutos tropicais.

Floresta Cabernet Sauvignon 2020

São 14 meses de barrica (toda usada) neste vinho cujas vinhas são todas de barranco, nenhuma de plano. O nariz traz frutos vermelhos maduros com notas de anis, pimenta preta e cravo, com alguma sensação de terciários já aparente. A boca traz frescor, com taninos bem aveludados, ligeiro sucré e acidez marcada, todos em equilíbrio. Persistência média, o vinho se mostra pronto para beber ou para aguardar algum tempo até ser aberto (até 5 anos seria ideal).

Triple C 2020

O corte leva 45% de Cabernet Sauvignon, 40% de Cabernet Franc (ambas do Maypo) e 15% de Carmenère de Apalta, que passam 18 meses em carvalho de primeiro e segundo uso. O resultado é um vinho de grande personalidade, com nariz marcado por frutas negras (cereja, ameixa) maduras e especiarias mais suaves. A boca tem mais delicadeza, taninos bem redondos, persistência prolongada e um final ainda intenso. A Cabernet Franc dá mais potência ao conjunto desse grande vinho.

Pewën Carmenère 2021

Que prazer que é provar um Carmenère plenamente maduro! A acidez elevada, a boca aveludada, delicadeza e elegância. Nariz frutado, sem pirazina, com frutas vermelhas e negras que vão de morango a cassis, temperadas com especiarias, cacau, couro. O vinho que acaba com o estigma da variedade.

Bougainville Petit Sirah 2020

A variedade tem uma potência aromática bem distinta. As frutas maduras evoluem em notas de café e cacau tostado deliciosas, mas ainda frescas e palatáveis, com ligeira sensação de especiarias (anis estrelado, baunilh). A boca tem ótima acidez e os taninos são bem marcantes, com persistência prolongada e equilíbrio. Um vinho chileno bem diferente.

Santa Rita Casa Real 2020

O ex libris da casa, esse Cabernet Sauvignon é o rótulo favorito do Chile para muita gente que quer algo com mais tipicidade da uva, sem maquiagens. As frutas maduras são muito agradáveis, com a madeira apenas entrando em complemento da complexidade aromática. A boca é extremamente elegante, potente mas sem ser agressiva, aveludada e muito saborosa, até o final. Um dos maiores exemplares do Chile, sem dúvida!

Floresta Field Blend Blanco 2021

Sémillon, Sauvignon Vert, Moscatel, Torrontés e Corinto, todas provenientes de Apalta, colhidas . Um corte muito diferente que traz uma complexidade contida nos aromas, que vão das flores e frutas brancas, notas de mel e cera de abelhas, com uma boca com acidez, refrescância e uma sensação de amargor que lembra casca de laranja. O produtor sequer sabe os percentuais, pois as variedades estão plantadas todas juntas, são vinificadas com as cascas e dão como resultado um vinho com características de um natural - é o vinho mais artesanal da vinícola.

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