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  • Foto do escritorGuto Martinez

Desnuva, preparada com uva lorena, é a novidade da Cervejaria Nacional

Projeto Musas do Verão 2023 será lançado no próximo dia 14 de março na cervejaria a partir das 19h00, com degustação de chope e vinhos da Casa Viccas, do Rio Grande do Sul, e produtos da Oka Caburé


Uva Lorena

É fato que mulheres sempre foram alvo de discriminação, preconceito e objetificação no meio cervejeiro. Mas a Cervejaria Nacional vem brigando desde 2012 para valorizar e reconhecer sua importância para esse mercado, com a criação do Projeto Musas do Verão. Há mais de dez anos, a casa convida mulheres de relevância para produzir uma receita sazonal no mês de março, em celebração ao mês da Mulher. A edição 2023 já está marcada para ocorrer no próximo dia 14 de março, com degustação de chope e vinhos da Casa Viccas, do Rio Grande do Sul e alguns produtos da Oka Caburé, na Cervejaria Nacional, a partir das 19h00, com a presença das homenageadas desse ano.


As Musas convidadas são Sara Valar, Vivian Vitorelli, Marina Asnis e Carola Carvalho, como musa madrinha. A cerveja que irão lançar é a Desnuva, uma homenagem à variedade de uva nacional conhecida como Lorena. Trata-se de uma cerveja experimental, produzida com leveduras extraídas do mosto e do grão da uva Lorena, procedentes da Fazenda Viccas. As edições anteriores contaram com grandes nomes do mercado cervejeiro, como Ilene Saorin, Kathia Zanatta, Carolina Oda e Daiane Colla. As musas deste ano têm em comum o trabalho com alimentos de intervenção mínima, como produtos de fermentação espontânea, sem conservantes e aditivos químicos, primando por insumos locais e sazonais.


Desse elo, surgiu a ideia de criar uma cerveja que pudesse ser fermentada da uma forma mais similar aos vinhos produzidos na fazenda Viccas, utilizando como fonte inicial, leveduras da uva e do mosto da uva Lorena, diretamente da propriedade. Além do olhar para a fermentação, os demais insumos utilizados na elaboração dessa cerveja vieram de produtores locais, do estado de São Paulo. Por fim, também se respeita a sazonalidade do lúpulo, utilizando o mais fresco disponível.


Sara Valar

Neta e filha de vinhateiros, teve o vinho sempre muito presente na sua vida. Morou em vários lugares, mas voltou para sua terra natal para seguir essa tradição deixada pelos familiares. E sócia fundadora da Casa Viccas.





Vivian Vitorelli

Apreciadora de vinhos, já teve um comércio voltado para a bebida. Descobriu a vinificação natural e foi paixão ao primeiro gole. E sócia fundadora da Casa Viccas.



Marina Asnis

Bacharel em Ciências Gastronômicas pela Universidade de Ciências Gastronômicas de Pollenzo – Itália, entusiasta da gastronomia de intervenção mínima e fundadora da Oka Caburé.








Carola Carvalho – Musa Madrinha

Mestrado e Doutorado em Biotecnologia – USP. Atualmente Pos Doc em microbiologia de leveduras selvagens e cervejeiras na aplicação em astrobiologia no contexto de exploração espacial e inovações biotecnológicas.






Sara e Vivian

As sócias Sara Valar e Vivian Vitorelli sempre amaram um bom vinho. Foi então que em janeiro de 2019 elas decidiram abrir o próprio negócio e fundaram a Casa Viccas, uma empresa de vinhos artesanais produzidos somente por elas. A ideia nasceu ainda em 2018, quando a dupla produzia um documentário sobre “os vinhos produzidos em diferentes regiões do Brasil.” No entanto, no processo, saiu um anúncio de financiamento com foco no público feminino que fez elas pensarem e mudarem o assunto do documentário para "mulheres que fazem vinho".


Para se dedicarem totalmente ao novo projeto Sara que trabalhava com audiovisual e Vivian que trabalhava no mercado financeiro deixaram seus empregos. O local escolhido para a produção das bebidas foi a fazenda da família de Sara, onde seu pai produzia para consumo próprio, em Serafina Corrêa, pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul, com apenas 18 mil habitantes.


O nome Casa Viccas é uma homenagem as antigas guardiãs do terroir onde a vinícola está localizada. Antigamente, o espaço pertencia a um senhor chamado Ludovicco, que tinha cinco filhas. Essas filhas ajudavam nas tarefas domésticas e também no desenvolvimento econômico da pequena propriedade. Mulheres de personalidades fortes, ficaram conhecidas como as filhas do Vicco, ou popularmente chamadas de Viccas.


O vinho feito por elas é uma produção artesanal, em pequena escala e vinificado de forma mais natural, somente com fermentado de uvas.


Marina Asnis

Marina Asnis é formada em Ciências Gastronômicas pela Università degli Studi di Scienze Gastronomiche, universidade fundada pelo movimento Slow Food, no norte da Itália. Nessa época, teve contato com o mundo da gastronomia de intervenção mínima e diversos pequenos produtores. Após a faculdade, foi trabalhar em uma fazenda de carne orgânica na Inglaterra. Lá tratou dos animais, participou de um projeto de reflorestamento da fazenda e cuidou do pub da fazenda, que trabalhava só com produtos locais e orgânicos.


Depois de um tempo trabalhando na Inglaterra, passou 8 meses viajando, 6 deles pelo Sudeste Asiático - sempre observando e descobrindo mais sobre as diversas culturas gastronômicas. No final de 2018 resolveu voltar ao Brasil e explorar mais sobre o mundo da gastronomia de intervenção mínima e os excelentes pequenos produtores nacionais, infelizmente, ainda pouco valorizados.


Em dezembro de 2019, a Marina abriu as portas da Oka Caburé - um empório de produtos gastronômicos de pequenos produtores, onde o objetivo é diminuir a distância entre os produtores e os consumidores, incentivando o consumo mais consciente.


Na Oka Caburé são comercializados queijos, charcutaria, vinhos naturais, conservas, cervejas selvagens e também são servidos almoço de terça a sexta com Prato Feito orgânico e aos sábados, brunch. A casa também recebe alguns fornecedores que abrem produtos para degustação com os clientes, todas as semanas.


Sobre a Cervejaria Nacional

Nascida como micro-cervejaria em 2006 e instalada desde 2011 em Pinheiros, a Cervejaria Nacional é a primeira fábrica-bar de São Paulo. Suas cervejas, servidas como chope e criadas pelo sócio e mestre-cervejeiro Luis Fabiani, são produzidas ali mesmo por Marcos Braga, em plena Avenida Pedroso de Moraes, quase esquina com a Teodoro Sampaio. Os cinco rótulos da casa levam o nome de lendas brasileiras, como a Sa´si Stout e a Kurupira Ale. Além da campeã de vendas, a Mula IPA, que já se tornou referência no meio cervejeiro e atrai uma legião de apreciadores.


Em um espaço de três andares, a Nacional reúne fábrica, bar e restaurante. No térreo, está localizada uma fábrica toda envidraçada, onde toda a cerveja é produzida e na qual estão dispostas as enormes panelas de cozimento e os tanques de fermentação. No primeiro andar, o bar com torres de cerveja, revela uma vista privilegiada para a produção. E o andar superior dá espaço a um salão, de clima mais reservado e intimista, para aqueles que preferem ficar longe da badalação. O cardápio sugere harmonizações entre os chopes artesanais com carnes e pratos, acompanhados de molhos especiais, alguns à base das cervejas da casa.


Serviço: Site: https://www.cervejarianacional.com.br/ Delivery: Rappi, iFood ou aplicativo próprio https://deliverydireto.com.br/cervejarianacional Unidade Tatuapé: Rua Retiro Grande, 91 Unidade Pinheiros: Av. Pedroso de Morais, 604

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